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TERO QUEIROZ | 3 de setembro de 2019 - 12h50

Preconceito é entrave para condomínio popular que gerará economia de milhões à Capital

Presidente da Emha vai à Câmara e emite nota onde fala em economia de R$ 145.904,16 por unidade habitacional

A Agência Municipal de Habitação (Emha), divulgou nota nessa manhã (03), onde esclarece como funcionará o empreendimento a ser realizado pela Prefeitura Municipal de Campo Grande para a transformação do antigo Hotel Campo Grande em um Condomínio residencial, voltado à população de baixa renda. Tal obra foi criticada pela população central, que disse que viraria “pombal”, a fala teve desdobramentos e nessa manhã o presidente da Emha, Eneas Neto, foi à Câmara dos Vereadores defender a proposta.O convite para falar do tema foi feito pelo vereador Chiquinho Telles. 

Neto explicou na tribuna que, levantar uma obra “do zero” gera gasto milionário ao município. Se recuperado o hotel, que encontra-se abandonado e repassadas as moradias as pessoas necessitadas, além de beneficiar a população carente com 117 apartamentos que custarão 127 mil, economia de quase R$ 200 mil, com base na divisão de R$ 38 milhões que a administração busca em Brasília, para viabilizar a ocupação do prédio na 13 de Maio. 

O preconceito da população central e alguns vereadores com desentendimento da importância do projeto são os principais entraves para que se faça executado o planejamento, que se apoia no Plano Diretor, aprovado na Casa de Leis. 

O Prefeito Marquinhos Trad (PSD), pleiteia os recursos para execução do projeto. Ele chegou a chamar a população que é contra ao grande empreendimento de “pobres de espírito”, por apenas por preconceito não quererem que se instale o condomínio popular no Centro da cidade. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), que é contra o projeto, recebeu resposta de Neto, que chamou o discurso da entidade de ridículo. “É o mais raso, ridículo e absurdo”, frisou. 

A nota da Emha avalia que além da economia, a população instalada no prédio ganharia também, qualidade de vida. Com menor tempo para se deslocar ao trabalho, sobraria

Foto: Fernanda Palheta/Campo Grande News 

tempo para ler um livro e praticar esporte. Além de colaborar para a mobilidade urbana, com menor número de veículos em horários de picos.

A negativa na Câmara é frágil, já que o Plano Diretor foi aprovado na Casa. Além de estar sentado sobre a Constituição Federal, a proposta da administração se apoia nas chamadas Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) de Vazios Urbanos, que consta no Guia do ministério das Cidades. 

Os critérios para a demarcação de ZEIS em áreas, terrenos e imóveis vazios, subutilizados ou não utilizados... podendo abranger propriedades públicas e particulares com as seguintes características:

• Áreas centrais, com grande concentração de cortiços e imóveis deteriorados;

• Áreas em processo de mudança de uso e/ou que serão beneficiadas com obras e empreendimentos públicos, com tendência de aumento do preço da terra;

• Áreas que não tenham restrições ambientais para uso habitacional;

• Localização em zona urbana ou indicada para expansão urbana.

Outro ponto levantado na nota, reclamada a “desculpa” de que muitos beneficiados vendem seus imóveis. Desse modo, a Emha explica no documento que não será permita a venda do apartamento ganho.

Ainda segundo a Emha, a justificativa de que “viraria um pombal” é fraca, já que no Centro da cidade 57% da população recebe até 3 salários mínimos. A nota diz ainda que a população usa o preconceito para falar dos seus “próprios vizinhos”. Ao final do documento assinado pelo presidente da Emha, Enéas José de Carvalho Netto, a Agência que assim que garantidos os recursos haverá explicação de como tudo funcionará. Veja a nota.  

 
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