Redação | 10 de outubro de 2018 - 13h48

Nem mesmo o apoio de Murilo impediu a derrota de Azambuja para Odilon em Dourados

O que parecia ser o “pé de coelho” para garantir a vitória do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) no primeiro turno em Dourados acabou se revelando um verdadeiro “pé frio”. O fato de ter o ex-prefeito de Dourados Murilo Zauith como candidato a vice não foi suficiente para emplacar o nome de Azambuja no segundo maior colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul.

A pífia e impopular passagem de Murilo no comando da prefeitura de Dourados, durante seis anos acabou não influenciando na decisão do eleitorado que preferiu o candidato do PDT Odilon de Oliveira que venceu em Dourados com 45364 votos o que representa 42,70% dos votos válidos.

Reinaldo Azambuja teve o apoio de 42882 douradenses representando 40,36% dos votos, seguido pelo petista Humberto Amaducci com 11413 votos, ou 10,74% dos eleitores. Em quarto colocado com 5423 votos ficou Junior Mocchi do MDB ficando com a fatia de 5,10% do eleitoral. João Alfredo do PSOL teve 605 votos (0,57%) e no fim da fila Marcelo Bluma do Partido Verde com míseros 557 votos (0,52%).

Analistas políticos acreditam que Reinaldo Azambuja deverá perder parte dos votos que conseguiu no segundo turno enquanto que o juiz Odilon tem a simpatia de grande parte dos eleitores que votaram em Amaducci e em Mocchi. A expressiva votação do candidato petista em Dourados deve-se aos oito anos em que o partido comandou a Prefeitura sob a batuta do professor Laerte Tetila.

Durante a campanha eleitoral vários candidatos da própria coligação de Reinaldo encontravam dificuldades para pedir votos para o candidato do PSDB quando os eleitores descobriam que Murilo era o vice. A forma como Murilo administrou a Prefeitura de Dourados, com um governo centralizado em torno de si e distante da população ao invés de ajudar Azambuja acabou atrapalhando.

A vitória do juiz Odilon em Dourados além do fator “Vostok” pode ser atribuído a escolha acertada do seu candidato a vice-governador. O bispo da Igreja Sara Nossa terra, Marcos Vitor acabou agregando para a candidatura do PDT, o povo evangélico. Vale ressaltar que Marcos Vitor foi incansável em busca de votos para o juiz Odilon e agora no segundo turno será ainda mais importante. Uma grande parte dos eleitores não vê em Murilo uma liderança que poderá mudar a história de política de Dourados. Murilo já foi secretário municipal, deputado estadual e federal e prefeito de Dourados por dois mandatos depois do escândalo da Operação Uragano que jogou ao chão o ex-prefeito Ari Artuzi.

Vale lembrar que Murilo já exerceu um mandato de vice-governador, quando o titular era André Puccineli e, segundo, a boca do povo “não cherou e nem fedeu” e agora na tentativa de ajudar Reinaldo no segundo turno poderá definitivamente provar sua impopularidade e garantir a vitória do Juiz Odilon.

 
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