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O ex-senador e ex-ministro Edison Lobão
TERO QUEIROZ | 10 de setembro de 2019 - 07h23

Lobão e filho são alvos em 65ª fase da Lava Jato que apura lavagem de R$ 30 milhões

Propina paga à família Lobão era lavada por meio de compra e venda de obras de arte acima do preço

O filho do ex-senador e ex-ministro Edison Lobão, Márcio Lobão teve prisão preventiva decretada nessa manhã (10), durante a 65ª fase da Operação Lava Jato, denominada Galeria, que investiga corrupção e lavagem de dinheiro correlacionados a Transpetro, subsidiária da Petrobras e à Usina Hidrelétrica de Belo Monte no Pará.

Segundo o Ministério Público Federal, entre 2008 e 2014, Lobão e o filho solicitaram e receberam ao menos R$ 50 milhões em propinas dos grupos Estre e Odebrecht. De acordo com a investigação a lavagem de dinheiro se estende até o ano de 2019. O MPF disse que o patrimônio do filho, Márcio, aumentou em mais de R$ 30 milhões.

Ainda de acordo com as investigações, os valores eram lavados [justificados] por meio da compra e venda de obras de arte em valores acima do mercado, além de simulação de venda de imóvel e movimentação de valores milionários em contas abertas em nome de empresas offshore (no exterior). 

Os alvos são galerias de artes envolvidas com o filho de Lobão, ao menos 70 policiais e 18 auditores da Receita Federal cumprem 11 mandados de busca e apreensão e localidades galerias brancas.

Em troca da propina a Odebrecht ganhava facilidades em 40 contratos a Usina de Belo Monte, esquema que já foi denunciado pela Lava Jato, o prejuízo aos cofres públicos alcança R$ 1 bilhão; celebrados entre as empresas Estre, Ambiental, Pollydutos Montagem e Construção, Consórcio NM Dutos e Estaleiro Rio Tietê. 

O MPF apura as formas de pagamento, e conforme detalhes da operação, o dinheiro foi entregue em espécie no escritório de advocacia ligado à família Lobão, na capital Carioca. As informações foram obtidas por meios das chamadas ‘delações premiadas’. Além de registros de ligações, mensagens e reuniões entre os acusados. 

Fonte: Com informações da Veja.  

 
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