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Escultura em ferro de Alfi Vivern
TERO QUEIROZ | 6 de setembro de 2019 - 09h33

Falando de esquerda, o que é?

Uma conversa entre jovens em um ponto de ônibus em Campo Grande

Sentado há poucos dias em um ponto de ônibus, à espera do 78, que faz a linha até o Centro de Campo Grande em Mato Grosso do Sul, me deparei com uma conversa entre duas pessoas jovens, um menino de aproximados 16 anos e uma menina também com 18 ou 19 anos, eles discutiam: “ O que é ser de esquerda? ”. 

Dentre os levantamentos, o menino apoiava que ser de esquerda era ‘defender bandido’, a menina dizia que ser de ‘esquerda’ seria proteger as pessoas de um Estado violento.  Com isso, me propus a desvendar um pouquinho do que é ser de esquerda política no Brasil.

Começo dizendo que o lado esquerdo correspondente ao do coração humano, ou seja, muito mais amor do que razão nas decisões, um tanto quanto emocionada. Esquerda nasceu na Revolução Francesa, mais precisamente no dia 11 de setembro de 1789. A esquerda política é o seio das democracias do mundo. 

Esquerda representa. Depositar confiança àquele que propaga amor e fraternidade acima de tudo e todos, se buscarmos na própria religião, Deus em seus escritos disse para “armarmos uns aos outros”, não, Estado violento não resolve problemas de segurança, apenas provoca medo e instabilidade emocional em seu povo. 

Representar esse lado político significa não apenas opinião, é um estado de filosofia de vida, com o propósito principal a “liberdade e o amor”.

A esquerda não é a favor do aborto, mas sim, do livre arbítrio, esse concedido pelo próprio Deus, desse modo cabe a cada mulher decidir se quer ou não ter uma criança.  

Os empresários não são inimigos da esquerda, eles são a base, alimento do povo.  Esquerda defende que esse povo seja tratado como humano, com leis trabalhistas justas, apenas por se tratar de sermos semelhantes e o capital não pode nos desigualar, perante os nossos direitos constitucionais.

Jamais a esquerda quis, ou se quer, olhou a família tradicional brasileira como algo errado. Jaz o direito libertário de se formar as famílias. A esquerda defende que essas famílias não sejam de apenas um tipo, aqui novamente entra o direito concedido pela religião do livre arbítrio. Não se trata de acabar com as famílias tradicionais, trata-se de perceber que há amor naqueles lares que permitirmos que o amor se faça presente.

Quanto as escolhas sexuais, a esquerda não quer que você ou seu filho sejam gays, apenas pede e luta para que aqueles que são, tenham liberdade para amar, sendo respeitados tal como queremos ser.

A classe rica não é inimiga da esquerda, ela é o motor comercial do país, no entanto a classe pobre não pode ser jogada aos lobos, simplesmente por ser dever de todo homem proteger o seu semelhante.

Não é errado haver fartura nas mesas, errado é haver fome e não nos incomodarmos com ela. Errado é fecharmos os olhos as necessidades dos demais. A esquerda política, atua no combate as vendas, as mordaças e as cegueiras judiciais. A esquerda atua contra a fome.

Respondendo ao jovem lá em cima, a esquerda não é à defesa de bandidos, quem os faz são os advogados, a luta para garantir que os direitos a vida para aplicação da lei sejam reservados, apenas por amor e respeito a Constituição Federal brasileira.   

Essa ideologia é viva, ela reproduz o bem e quem deseja o fazer. Longe de comunismo ou mesmo liberalismo, ser de esquerda não é ser contra o Capitalismo é apenas garantir que a lei não torre o direito a igualdade perante a justiça e fazer com que se criem políticas pelo combate às desigualdades sociais, essas que se desenvolvem por meio de processos históricos dolorosos que levarão muitas gerações até que sejam reparadas.

O direito à moradia é constitucional, por isso a esquerda não é contra você ter boa casa, ou mesmo uma mansão, a esquerda é contra muitos viverem em casebres insalubres ou mesmo nas ruas.

Não há nenhuma frente da esquerda contra pessoas que compram aquilo que às faz feliz, há frentes que lutam pelo consumo consciente, para que haja uma responsabilidade de exploração aos recursos naturais.  

Ser de esquerda não é apenas dizer que não gosta de armas, ou que alguém a porte, esse é um direito e representa liberdade. Ser de esquerda é educar seu povo antes de armá-los e garantir que àquela invenção que também é nossa [humanos] não acarretará em um caos social e matança sem precedentes.

A religião não é inimiga da esquerda, o discurso de ódio contra os que não á seguem que causa dor, lembra de permitir a livre escolha? Então, trata-se apenas de respeitar o outro e ser feliz com as suas escolhas.

O medo daqueles jovens de não saber o que era à esquerda me traz a reflexão sobre o que eles usavam, um uniforme escolar, se a escola não os ensinar, como se quer poderão escolher? Se os pais não puderem ensinar com imparcialidade não haverá uma escolha livre, desse modo, a esquerda é a favor de tudo se possa ser aprendido, deixando a livre escolha do cidadão e também desvendando os segredos da vida aos jovens, que entrarão em suas fases mais preparados e apitos a fazer escolhas conscientes.

E ser de direito é errado? Claro que não senhor, apenas voltamos ao ponto inicial é a escolha menos religiosa, então não se apoie na religião para fortalecer o ódio, religião prega paz, quem prega guerra são humanos mal caráter. 

 
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