Página Brazil/ Reproduzido por Tero Queiroz | 6 de novembro de 2018 - 10h56

Equipe de transição de Jair Bolsonaro não tem nenhuma mulher

“Respeito as mulheres, mas alguém aqui quer a volta da Dilma (Rousseff) por acaso?”, disse Bolsonaro ao ser questionado sobre a indicação de mulheres

O futuro chefe da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro (PSL), Onyx Lorenzoni, anunciou nesta segunda (5) os nomes de 27 pessoas que, junto a ele, vão trabalhar na transição de governo. Não há nenhuma mulher na lista.

Entre os nomeados estão o general Augusto Heleno, o astronauta Marcos Pontes, os coordenadores de campanha Gustavo Bebianno e Julian Lemos, além de Paulo Guedes, guru do presidente eleito. A equipe vai trabalhar em 10 grupos temáticos.

A lista dos indicados, que receberão salários de R$ 2.585 a R$ 16.215, foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União de ontem. Do total, cinco foram designados sem remuneração.

Declaração polêmica

No último Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, Bolsonaro foi questionado, durante evento na Câmara Municipal de Pouso Alegre (MG), se aumentaria a participação feminina em um eventual governo. “Respeito as mulheres, mas alguém aqui quer a volta da Dilma (Rousseff) por acaso?”, disse o deputado. “Não é questão de gênero. Tem que botar quem dê conta do recado. Se botar as mulheres vou ter que indicar quantos afrodescendentes?”, completou, à época.

Atual governo

A ausência de mulheres também foi sentida quando o presidente Michel Temer tomou posse, em 2016. Pela primeira vez desde a redemocratização, nenhuma mulher foi nomeada ministra. Da mesma forma, não havia nenhum negro – o cenário só mudou com Luislinda Valois, demitida após um ano na chefia do Ministério dos Direitos Humanos.

 

 
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