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Redação | 8 de janeiro de 2019 - 10h26

Empoderada por apoios, Tereza Cristina ensaia gestão revolucionária

Tratada com excelência desde o início da campanha presidencial por Jair Bolsonaro (PSL) e incensada pelas vozes mais expressivas da interlocução republicana em todos os segmentos, a ministra Tereza Cristina (DEM), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), tem quase tudo para uma gestão histórica e, segundo confiantes aliados, revolucionária. 

Quase tudo porque a ministra tem diante de si o eterno imbroglio dos conflitos fundiários, que a colocam no caminho pedregoso de mal-humorados protagonistas dos movimentos de sem-terra, índios e ambientalistas. Afora este senão, que promete muitos lances de acirrado embate, a deputada federal reeleita e licenciada do mandato para comandar o Mapa, assume este que talvez seja o mais importante período da economia brasileira num compartimento que ela conhece de cor e salteado: o do agronegócio.

Produtora rural e formada em Engenharia Agronômica, a campograndense Tereza Cristina vive aos 64 anos o que até agora é o clímax de sua vida publica. Está no topo do que se poderia classificar de "alto clero" do governo brasileiro. Para isso, e mesmo no centro de polêmicas ferozes, acumulou méritos. No âmbito local, foi secretária de Desenvolvimento, liderou agendas vitoriosas da mobilização ruralista e emprestou a sua capacidade política em campanhas eleitorais bem-sucedidas.

No plano nacional, está entre as lideranças congressuais mais ativas e respeitadas, com reconhecida influência em Brasília. Entre outras investiduras de realce, foi líder da bancada do PSB, relatou e articulou projetos importantes, além de presidir a Frente Parlamentar da Agropecuária, grupo formado inicialmente por 27 senadores e 209 deputados federais, apoiado por mais de 40 organizações do setor. 

A reforma agrária, com segurança jurídica aos produtores e garantia de direitos aos autênticos trabalhadores rurais e povos originários, é uma de suas prioridades, ao lado da agricultura familiar, da redução de juros para o crédito agrícola, da incorporação de novas áreas ao sistema produtivo, da conciliação meio-ambiente-agronegócio e dos investimentos em tecnologia no campo. Estas e outras pautas estão na agenda que põe Tereza Cristina entre os nomes governamentais sob as maiores expectativas nacionais.

FORÇA - O que não se pode tirar da ministra é a tranqüilidade, mesclada de certezas e otimismo com as possibilidades da economia brasileira, notadamente pelo potencial produtivo. Na sua posse e na posse dos secretários do Mapa a presença maciça de autoridades políticas, empresariais e do Governo atestou que a confiança da ministra é contagiante.

Lá estavam, entre outros, os ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta; da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas; e da Cidadania, Osmar Terra, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Antonio de Vasconcelos Benjamin; o ex-presidente da Petrobras, Pedro Parente; o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira; o representante da FAO, Rafael Zavala; o diretor do Agronegócio do Banco do Brasil, Marco Túlio, além de deputados, senadores e representantes do setor privado, como o presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Marcio Freitas.

Outro desafio, é a lei flexibilizando a comercialização de defensivos químicos na agricultura. A atuação da deputada Tereza Cristina foi fundamental para que a maioria da Câmara aprovasse o projeto, protagonismo aplaudido pelos ruralistas e metralhado pelos ambientalistas, que não perdoaram a parlamentar e deram-lhe o epíteto de "menina veneno". 

 

 

 
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