Redação | 4 de dezembro de 2018 - 07h49

Assembleia: permanência de Teixeira pode ser primeiro consenso

Enquanto o PSDB cirandeia na busca de um lugar-comum na tentativa de fechar questão por um de seus cinco deputados como candidato à presidência da Assembleia Legislativa, ao menos boa parte dos 24 eleitores desse pocesso delineiam uma escolha consensual. O deputado Zé Teixeira (DEM) tem seu nome reforçado por colegas de vários partidos para continuar como 1º secretário da Mesa Diretora.

Além da experiência de quem está exercendo o sexto mandato e conquistou mais um com sobras de votação, pesam a favor de Teixeira a credibilidade com que conduz sua trajetória e no trato com diferentes interlocutores. É respeitado por cumprir sempre os seus compromissos, pelo olhar austero no gerenciamento do legislativo e a presença segura para mediar conflitos, conforme demonstrou durante os momentos agudos de crise econômica e política que exigiram a intervenção do poder.

À frente da 1ª secretaria em duas gestões consecutivas, ele atuou decisivamente para conquistas marcantes, entre as quais a modernização sistêmica do funcionamento da Casa e a economia nos investimentos e despesas, otimizando os limites orçamentários. Para completar, Teixeira também foi peça indispensável na interlocução que envolveu o interesse das relações políticas e institucionais entre Executivo e Legislativo para garantir os instrumentos essenciais à governabilidade de Mato Grosso do Sul em uma conjuntura de crise e grandes desafios.

A confiança do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) é outro fator considerado no cenário que vai definir a composição dos nomes para a gestão do Parlamento a partir de 2019. E à medida que se agiganta a tendência pela permanência de Zé Teixeira, é possível que esse indicador seja o ponto de partida para tornar viável a solução de consenso em torno da presidência.

O principal cargo da Mesa Diretora deve ficar com o PSDB, em vista da tradição que confere tal prefgerência ao partido com a maior bancada. Entretanto, preferência não é obrigação e os ventos tradicionais podem se tornar casuais. Concorrem ao comando da Casa quagtro dos cinco deputados tucanos: Paulo Corrêa, Onevan de Matos, Rinaldo Modesto e Felipe Orro. O quinto, Marçal Filho, é tido como o "voto de minerva" no grupo. 

Se Modesto e Orro desistirem, ficam Corrêa e Onevan nesse páreo.  E, persistindo o impasse na bancada, cresce a possibilidade da terceira via entrar no processo. Então a disputa poderia abrigar outras opções, das mais experientes, como o veterano campeão nesse embate, Londres Machado (PSD), ou as caras novas, entre elas a do campeão de votos nas eleições deste ano, Capitão Renan Contar (PSL).

 

 
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