Por Graziela Rezende, G1 MS | 6 de junho de 2018 - 07h59

Polícia apura que advogada morta em acidente de trânsito comprou chope pouco antes da colisão

Inquérito está prestes a ser relatado, após pedido de mais 60 dias de prazo. Pai da vítima diz que fato não interfere no julgamento do outro motorista.

Investigadores da 3ª Delegacia de Polícia, em Campo Grande, realizaram relatório para a Justiça apontando que a advogada Carolina Machado Albuquerque, morta em acidente de trânsito,estava em um encontro com amigas horas antes do fato e adquiriu um chope em sua comanda, além de um suco de laranja e um lanche.

O inquérito está prestes a ser relatado e devolvido para o Ministério Público, após um pedido de mais 60 dias de prazo, feito em abril deste ano.


"É um relatório policial com base na requisição que veio do judiciário. Nós ouvimos a família, amigos e fizemos este laudo. Os investigadores buscaram, não somente o local onde ela esteve [Carolina], mas, também o outro envolvido. É algo que está ali, na nota, porque ela fez o pagamento com o cartão da mãe dela.

Segundo o advogado da vítima, Douglas Barros, o prazo de 60 dias está acabando e a promotora do caso pediu a conclusão. Sobre a questão, o pai da Carolina, Lázaro Barbosa Machado, de 63 anos, ressaltou que o comportamento da Carolina não deve ser julgado por ter bebido ou não uma caneca de chope.

Sobre a questão da fraude processual, no qual o estudante de Medicina, João Pedro da Silva Miranda Jorge, de 24 anos, é acusado de se envolver em outro acidente e apontar o pai como motorista da caminhonete, a delegada Christiane Grossi, responsável pelo inquérito, disse que ainda não concluiu as investigações.

Entenda o caso

O acidente aconteceu no dia 2 de novembro, no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Doutor Paulo Machado. Carolina, de 24 anos, estava com o filho de 3 anos, quando o carro foi atingido pela caminhonete que era dirigida pelo estudante.

Segundo a perícia, o motorista, que fugiu do local após o acidente, estava em alta velocidade e testemunhas disseram que ele apresentava sinais de embriaguez. Houve ainda uma batida anterior, no qual o estudante também estaria dirigindo a caminhonete.


Carolina morreu enquanto recebia atendimento médico. O filho da advogada, que estava no carro, teve alta na Santa Casa da capital sul-mato-grossense.

Ele fraturou a clavícula, mas, segundo a família, os médicos também identificaram que a criança machucou duas costelas. O menino está aos cuidados da avó materna. O suspeito se apresentou no dia 4 de novembro.

O jovem responde por homicídio doloso, omissão de socorro, lesão corporal e evasão do local do acidente. No caso dele, a Justiça concedeu liberdade provisória sob fiança de R$ 50 mil e uso de tornozeleira eletrônica.

 

 
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