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Marcos Tabosa faz barulho em manifestação em frente à Prefeitura em 2016
Anahi Zurutuza e Clayton Neves | 13 de agosto de 2019 - 11h09

Acusado de desacato, sindicalista é preso durante protesto na Afonso Pena

No momento da prisão, Marcos Tabosa, acompanhado de outros manifestantes, ocupavam o canteiro central da Avenida Afonso Pena

O presidente do Sisem (Sindicato dos Servidores Municipais de Campo Grande), Marcos Tabosa, foi preso nesta manhã enquanto protestava em frente à prefeitura da Capital. Segundo informações da assessoria de imprensa da Guarda Municipal, equipe que fazia a segurança da sede do Executivo municipal pediu que ele diminuísse o barulho, mas o sindicalista desobedeceu a ordem e desacatou os servidores.

No momento da prisão, Tabosa e outros manifestantes ocupavam o canteiro central da Avenida Afonso Pena e usavam um carro de som. Eles aguardavam a chegada da passeata dos professores da Reme (Rede Municipal de Ensino), que participam hoje de paralisação nacional, para engrossar o movimento.

“Falaram que ele estava infringindo a lei por causa da gritaria”, afirma Rosa Maria da Silva, servidora da Reme que diz ter testemunhado a prisão.

Equipe da Deops (Delegacia Especializada de Ordem Política e Social) também esteve no local. Manifestantes tentaram impedir, mas o sindicalista foi levando para a unidade.

A manifestação - No mais, o protesto foi considerado tranquilo pela PM (Polícia Militar), que contou a participação de 1 mil pessoas na passeata. Os professores saíram da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), passaram em frente à Prefeitura, foram até a Praça do Rádio e por último para a Praça Ary Coelho.

Nos pontos de encontro, a manifestação ganhou reforço de professores da rede estadual e da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

“Movimento pacífico, policiamento sem alteração”, informou o 1º Batalhão da PM.

O trânsito na região ficou lento, mas também não houve grandes transtornos. Policiais do BPTran (Batalhão de Polícia Militar de Trânsito) e equipe da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) também foram enviadas ao local.

Profissionais da Educação protestam contra os cortes nos recursos para a área e reforma da Previdência, reivindicam valorização salarial da categoria e melhor estrutura de trabalho. Escolas municipais e estaduais amanheceram fechadas.

 
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