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Agência Brasil | 12 de março de 2019 - 17h12

Polícia vai investigar se há um terceiro suspeito da morte de Marielle

O delegado Giniton Lages, chefe da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro, disse hoje (12) que a Polícia Civil vai investigar a possível existência de um terceiro envolvido no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes, há quase um ano. Segundo ele, um homem estava no banco do motorista e outro sentado atrás e não há, por enquanto, informações sobre um terceiro integrante, o que será apurado durante a segunda fase da investigação.

"Estamos caminhando para a confirmação de um motorista e um passageiro no banco de trás do automóvel", afirmou.  "O fato é que os dois estão presos. Se o terceiro está no banco do carona ou não, a segunda fase cuidará dele." 

De acordo com o delegado, Ronnie Lessa, sargento reformado da Polícia Militar, chegou a usar informações sobre Marielle que constavam apenas em um portal de acesso restrito a agentes de segurança. Além de ser policial reformado, ele atuou na Polícia Civil e foi treinado no Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Testemunhas do crime disseram à polícia que o atirador usava uma touca ninja no momento dos disparos, o que dificultou a investigação, uma vez que não seria possível o reconhecimento ou a identificação dele em câmeras. Por enquanto, a polícia trabalha com dois suspeitos envolvidos diretamente no crime.

Os policiais também investigaram se Ronnie Lessa sofreu uma tentativa de queima de arquivo no mês seguinte ao crime. O policial reformado foi baleado, mas a Polícia Civil trabalha com a hipótese de tentativa de roubo.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, a polícia localizou um paiol em um dos endereços, com grande quantidade de fuzis novos. As armas devem ser apresentadas pelos agentes ainda hoje.

 
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