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Dayene Paz | 11 de junho de 2019 - 16h56

Polícia não acredita que rapaz atirou acidentalmente em criança de 11 anos

Tio será ouvido sobre versão de vingança
A Polícia Civil continua com as investigação sobre a morte de Luiz Otávio Santana de Lima, de apenas 11 anos, morto com um tiro na tarde de sábado (08) em uma fazenda de Sidrolândia – a 70 km de Campo Grande. O delegado Diego Dantas afirmou que a polícia não acredita na versão dada pelo suspeito, Ivan Alyffer Albuquerque Rocha, de 23 anos. “Ele contou que não sabia que a arma estava engatilhada”, afirmou o delegado.   O delegado já ouviu oito testemunhas nesta segunda-feira (10), entre familiares e pessoas que estavam no local no dia. Nesta terça-feira (11) outras duas testemunhas serão ouvidas. “Temos mais testemunhas para serem ouvidas e prosseguimos com as investigações”, acrescentou Dantas. A polícia também realizou reconstituição do crime.   Sobre a versão da família de Otávio, que afirma que o crime pode ter sido motivados por vingança, o delegado afirmou que o tio do menino será ouvido. “Essa versão foi dada pelo tio, e nenhuma linha de investigação é descartada”, explicou Diego. O tio deve ser ouvido até esta quarta-feira (12).   Versão da família A família acredita que o menino Luiz Otávio foi alvo de um plano premeditado de vingança. De acordo com o tio, o pintor Nilton Vargas Lemes, de 52 anos, o suspeito, Ivan Alyffer jurou se vingar ao ser preso após denúncia de violência doméstica por agressão contra a esposa, prima da vítima.   Durante entrevista ao jornal Midiamax, Nilton informou que Ivan chegou a ficar três meses na prisão e que por este motivo pode ter assassinado o menino como forma de atingir a família. “Ele ficou revoltado quando foi preso e disse que iria se vingar”, comentou o tio. Nilton salientou que Ivan teria premeditado tudo. “Ele pediu a arma emprestada, chamou a família para ir para a fazenda e até mesmo arrumou um carro para levar todos, porque sabia o que ia fazer”.   Conforme apurado, Ivan chamou Luiz e o irmão de 13 anos para irem caçar jacaré com uma arma artesanal calibre 22. De acordo com Nilton, o sobrinho de 13 anos detalhou que, depois que o trio se afastou da família, Ivan teria sacado a arma e dito para Luiz: “Ajoelha, pede perdão e reza, porque você vai morrer hoje”. Os meninos ficaram em choque e não entenderam a situação, até que Ivan ameaçou novamente e apontou a arma.   Neste momento, o irmão fugiu correndo, momento em que ouviu o som de um disparo. Quando ele olhou para trás, viu o suspeito tentando carregar a arma mais uma vez. “Ele [o sobrinho de 13 anos] achou que ia ser morto também, mas a arma demorou demais para ser carregada”, pontuou o tio. A família foi avisada e chegou ao local, onde Luiz estava baleado. O menino teria dito à mãe: “Foi o Ivan que atirou em mim”. E em seguida perguntou: “Será que vou morrer?”.   Ele chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho do hospital. O tiro atingiu o garoto nas costas e atravessou o abdômen. Ivan foi preso e, em uma de suas versões, disse que foi tentar atirar em um jacaré, quando a vítima entrou na linha de tiro. No entanto, a polícia contesta a versão alegando que sequer havia uma lagoa perto do local onde o crime aconteceu. Nesta segunda-feira, a Justiça decretou a prisão preventiva de Ivan. A família está bastante abalada, especialmente o irmão, que presenciou o ato.
 
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