Paula Vitorino | 5 de dezembro de 2018 - 16h23

Número de trabalhos formais avança mais de 10% no Estado

Em seis anos, o número de trabalhos formais em Mato Grosso do Sul avançou mais de 10%, encerrando 2017 com cerca de 800 mil empregos com carteira assinada, enquanto em 2012 eram 703,8 mil. O montante representa 61,8% do total da população ocupada (1,26 milhão de trabalhadores) no Estado.

O resultado coloca MS na segunda melhor posição no Centro-Oeste e sétimo lugar no ranking nacional em relação a maior proporção de trabalhos formais. Esse índice cresceu no Estado, de 59,9%, em 2012, para 61,8% do total da população ocupada (população a partir de 14 anos com algum tipo de trabalho, seja informal, carteira assinada, empreendedor ou outro) em 2017. No Centro-Oeste, apenas o Distrito Federal tem índice maior, com 69,3%.

Os dados são da “Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira”, divulgado nesta quarta-feira (5.12) pelo IBGE. Por trabalho formal, a pesquisa compreende emprego com carteira assinada, militar, funcionário público estatutário, conta própria e empregador que contribuía para a previdência social.

O avanço no número de empregos formais aconteceu principalmente entre as mulheres, com aumento na proporção de 56,3%, em 2012, para 60,8% em 2017, e manteve-se praticamente estável entre os homens. Outro avanço expressivo foi entre as pessoas de cor branca (de 60,7% para 65%).

O resultado positivo, mesmo em meio ao cenário de crise econômica nacional nos últimos anos, é reflexo de um trabalho conjunto no Estado para garantir os números positivos, analisa o governador Reinaldo Azambuja. “Diante da recessão, procuramos criar um ambiente de confiança, buscando a solidez fiscal, investindo em infraestrutura, fortalecendo a política de incentivos e adotando medidas que estimulem as atividades produtivas. Tudo isso permitiu que o Estado registrasse saldo positivo na geração de empregos na fase mais aguda da crise”, disse.

Desde 2015 o Governo do Estado garantiu a vinda de 66 indústrias para Mato Grosso do Sul e fez a revisão de 1.200 contratos, garantindo a abertura de 12.500 empregos nos próximos anos.

Rendimento

O avanço no número de empregos formais reflete em melhora no salário, já que o rendimento desses trabalhadores é 41,4% maior do que o dos trabalhadores informais, o que representa uma diferença de R$ 978,00. O rendimento médio dos trabalhos formais foi de R$ 2.361,00 e o dos trabalhos informais de R$ 1.383,00, no ano de 2017. Dentre o maior rendimento médio real dos trabalhos formais, Mato Grosso do Sul ocupa o décimo lugar no ranking entre os estados do País, com R$ 2.361,00.

Na avaliação da remuneração entre homens e mulheres, eles levam vantagem com rendimento maior – cerca de 25,5%. As mulheres tinham no ano passado remuneração de cerca de R$ 1.672,00, enquanto que os homens de R$ 2.243,00. As pessoas pretas ou pardas (R$ 1.743,00) tinham rendimento 25,1% menor do que as pessoas brancas (R$ 2.315,00).

Com relação à faixa etária, no Estado o grupo de 30 a 49 anos de idade é o que registrou maior rendimento em 2017, com R$ 2.240,00.

 
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