Tero Queiroz | 12 de setembro de 2018 - 08h28

Mais de R$ 800 milhões do FGTS são utilizados para aquisição da casa própria por meio do consórcio

"O valor foi investido por cerca de 30 mil participantes ativos dos consórcios, em oito anos"

Criado para proteger o trabalhador demitido sem justa causa, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) tem ajudado muitos brasileiros a comprar a casa própria por meio do consórcio imobiliário. Com o valor é possível ofertar um lance, pagar parte das prestações, liquidar ou amortizar o saldo devedor ou ainda complementar o crédito. O benefício já foi utilizado por cerca de 30 mil participantes ativos dos consórcios que, em oito anos, sacaram cerca de R$ 820 milhões do FGTS para construir ou comprar um imóvel. A informação é da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).

De acordo com a diretora-superintendente da Ademilar, Tatiana Schuchovsky Reichmann, usar o saldo no consórcio imobiliário é uma boa solução, uma vez que a utilização do  FGTS é restrita e permitida apenas em situações epecíficas. “Com o consórcio é possível usar esse dinheiro de várias formas. O lance é uma das mais conhecidas. O consorciado pode fazer a oferta e tentar antecipar a contemplação. Nesse caso, é possível usar até 100% do valor do FGTS e ainda reduzir o número de parcelas ou o valor pago mensalmente”, afirma.

Quem, por exemplo, possui valores menores na conta do FGTS pode usar o saldo para liquidar ou abater prestações, o que pode ser feito apenas após a contemplação e deve seguir as regras do Conselho Curador do FGTS, próprias para o uso do recurso. Para ter acesso ao benefício, o trabalhador não pode ser proprietário de um imóvel na cidade onde exerça ocupação principal e/ou nos municípios vizinhos, nem possuir um financiamento ativo pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Além disso, o imóvel e a cota devem estar em nome do titular da conta do FGTS, e o valor do imóvel precisa respeitar o teto estabelecido pelo SFH, que atualmente é de R$ 950 mil em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal e de R$ 800 mil nos demais estados.

 
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