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Os 7 investigados
G1 | 28 de maio de 2020 - 12h35

Alvos da PF, divulgadores de fake news descumprem justiça e mantém perfis ativos

O bloqueio de contas em redes sociais é parte do inquérito do STF que apura produção de informações falsas e ameaças à Corte

Perfis que tiveram determinação de bloqueio exigida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, seguem ativos nesta 5ªfeira (28.maio), mais de 24 horas depois da ordem da Justiça.

O bloqueio de contas em redes sociais é parte do inquérito do STF que apura produção de informações falsas e ameaças à Corte — conhecido como "inquérito das fake news". Na quarta-feira (27), a Polícia Federal cumpriu 29 mandados de busca e apreensão no âmbito do inquérito. O ministro Moraes é relator do caso.

Foi exigido o bloqueio de 17 contas em redes como Twitter, Instagram e Facebook. Entre os alvos estão o ex-deputado federal Roberto Jefferson; o empresário Luciano Hang, dono da Havan; os blogueiros Allan dos Santos e Winston Lima (veja a lista completa abaixo). Eles são aliados do presidente Jair Bolsonaro.

Em nota, o Twitter disse que não comentaria o caso. Já o Facebook, que também é dono do Instagram, afirmou que ainda não foi notificado pela Justiça.

O G1 apurou que contas no Twitter de dois alvos estavam suspensas já nesta quarta (27). A primeira, de Reynaldo Bianchi, foi suspensa antes da ordem judicial. A outra é de Marcelo Stachin. Não é possível saber quando esta segunda conta foi suspensa. Uma conta com o nome de Stachin foi criada no mês de maio no Twitter, mas ela ainda não teve atividade na rede.

Segundo a determinação de Moraes, o bloqueio é “necessário para a interrupção dos discursos com conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática”.

Moraes também determinou que seja expedido ofício para que as redes sociais preservem conteúdo e publicações dos perfis dos deputados federais Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Daniel Silveira (PSL-RJ), Filipe Barros (PSL-PR), Junio Amaral (PSL-MG), Luiz Phillipe de Orleans e Bragança (PSL-SP), e também dos deputados estaduais Douglas Garcia (PSL-SP) e Gil Diniz (PSL-SP). Eles devem ser ouvidos no inquérito em até 10 dias.

Os alvos da ordem de bloqueio são:

Fonte: G1 

 
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