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O director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante entrevista sobre o coronavírus
REDAÇÃO | 25 de maio de 2020 - 12h55

OMS cancela uso de hidroxicloroquina; 96 mil não curaram e tiveram efeitos colaterais

O princípio ativo é defendido pelo presidente Jair Bolsonaro como uma das saídas para enfrentar a pandemia do novo coronavírus

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou nesta 2ªfeira (25.maio) que suspendeu os testes com hidroxicloroquina das pesquisas acompanhadas pela agência internacional para avaliar um tratamento contra o coronavírus. A decisão foi tomada depois que a revista The Lancet publicou um estudo sobre os riscos do remédio.

A revista científica apontou na última 6ªfeira (22.maio), por meio de pesquisa, que 96 mil pacientes não apresentaram eficácia comprovada para deter a infecção provocada pelo novo coronavírus e o medicamento pode estar relacionado a um aumento no risco de morte por problemas cardíacos, como arritmia.

“Não foi possível confirmar um benefício da hidroxicloroquina ou cloroquina, quando utilizada isoladamente ou com um macrólido, nos resultados hospitalares da Covid-19. Cada um desses esquemas medicamentosos foi associado à diminuição da sobrevida hospitalar e a um aumento da frequência de arritmias ventriculares quando usado no tratamento do Covid-19″, destacaram os pesquisadores.

Contrariando as autoridades de saúde do Brasil e do mundo, o Ministério da Saúde divulgou na 2ªfeira (20.maio) um protocolo para uso da cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes com coronavírus, inclusive os com sintomas leves.

 
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