Redação | 23 de novembro de 2018 - 16h02

Tendência pró-Paulo Corrêa é fortalecida pela conjuntura

Embora sem a interferência ostensiva do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) nessa disputa, o processo que encaminha a eleição da próxima Mesa Diretora da Assembleia Legislativa avançará na próxima semana para seu estágio decisivo ancorado na visão estratégica da governabilidade. 

Com as conversas desta semana, alguns desdobramentos sintomáticos ajudaram a sinalizar as tendências, uma delas indicando a afirmação da candidatura do deputado estadual Paulo Corrêa e a outra mantendo no páreo o deputado Onevan de Matos. São dois homens publicos experientes, acumulam mandatos legislativos e também outras experiências na vida publica: Corrêa foi secretário estadual de Habitação no governo de Pedro Pedrossian (1991-95) e Matos administrou Naviraí de 1989 a 1992.

Apesar de ser o partido com a maior bancada (tem cinco deputados), o PSDB não se amparou nessa matemática individual para se alinhar como detentores de uma teórica e imprevisível preferência. Por conta desse procedimento, o de não fazer da maioria partidária um instrumento de pressão, Paulo Corrêa ganhou dois votos mportantes nos últimos dias, um dentro do bloco aliado e outro que está seduzido pela ideia de fazer oposição.

Dentro do PSDB outros dois deputados estavam interessados em buscar viabilidade para entrar na disputa, Felipe Orro e Rinaldo Modesto. Vão fechar a semana cientes de que a tentativa não garantiu a decolagem. Eles e o douradense Marçal Filho, único membro novato na bancada, darão os votos que decidirão a parada. Marçal Filho deu sinais de simpatia por Corrêa.

 Para chegar a um consenso amplo na casa, os tucanos terão que fechar o consenso da bancada. Talvez não seja difícil e há quem acredite que um dos concorrentes deverá abrir mão quando constatar que não tem a maioria dos votos. A maioria absoluta é de 13 votos, numa casa com 24 eleitores. 

Para obter maioria, um concorrente precisa do voto de ao menos 12 colegas, que somados ao seu totalizam 13. Não é, porém, um número de segurança. O ideal é o candidato conquistar ou comprometer de 14 a 15 votos. Nos bastidores, as fontes bem-informadas asseguram que 14 parlamentares já se comprometeram com Paulo Corrêa, o que lhe daria 15 votos. Outros dois estariam inclinados a entrar nessa corrente.

Especulações e tendências, no entanto, não consagram e nem invibilizam ninguém antes da hora da votação. O que pode acontecer para sacramentar o processo é um consenso documentado e contendo o compromisso amplamente majoritário com uma candidatura. Esta solução pode ser proposta e encaminhada nos próximos dias. Tudo indica que mais uma vez, ao contrário do que acontecia na primeira década de sua história, os deputados não vão bater chapa na escolha do presidente e da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. 

 

 
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