Tero Queiroz | 11 de janeiro de 2018 - 10h20

Temer afirma que quer perfurar ainda mais a democracia aprovando o semipresidencialismo

"Temer quer formar base para 'não ficar refém' da população, afirma ser seu sonho"

Rejeitado por 97% dos brasileiros, Michel Temer tem plena consciência de quer ser visto pelas costas pela população. 

Meio sério, meio de brincadeira, Michel Temer reclamou das versões pessimistas sobre sua saúde: “Passei por três cirurgias, tive infecção no fim do ano e nem pude passar quatro dias na praia, como gostaria, mas estou ótimo. Embora toda hora alguém queira me matar. Uns por vontade mesmo, outros por desinformação”.

Semipresidencialismo  é um sistema de governo em que o presidente partilha o poder executivo com um primeiro-ministro e um gabinete, sendo os dois últimos responsáveis perante a legislatura de um Estado.

Em entrevista à jornalista Eliane Cantanhêde no Estado de S.Paulo, Temer reclamou da "traição" de antigos aliados e revelou que seu sonho é minar ainda mais a democracia brasileira, aprovando o semipresidencialismo. 

Seu plano para o último ano de mandato é, além de aprovar a reforma da Previdência, “continuar com as medidas que tomamos para recuperar o País, não só no Congresso, mas também por decisões administrativas”. No fim, o sonho de amenizar o “presidencialismo de coalizão”, que deixa os presidentes reféns de partidos e de pressões populistas. A forma será um projeto de “semi-presidencialismo”, mas “isso fica para adiante”.

 O termo presidencialismo de coalizão foi criado pelo cientista político Sérgio Abranches, em 1988, e significa o ato de fechar acordos e fazer alianças entre partidos políticos forças políticas em busca de um objetivo específico. Para o professor Adriano Codato, esses acordos entre partidos são, normalmente, com a finalidade de ocupar cargos em um governo.[1]

Na mesma linha, o professor Antônio Carlos Pojo do Rego, o presidencialismo de coalizão nada mais é do que a forma com a qual o Poder Executivo conduz a administração pública, distribuindo postos administrativos em busca de apoio político e a formação de uma maioria parlamentar.[2]  Nesse sentindo, podemos compreender que para que um governo consiga colocar em prática sua agenda governamental, se faz necessário criar uma base de sustentação, de apoio, no poder Legislativo.

 
Subir ao TopoVoltar
PlataformaPlataforma de Notícias DothNews