Redação | 3 de dezembro de 2018 - 09h25

Revés não apaga sonho de derrotados: 2020 vem aí!

O ex-deputado estadual e ex-prefeito de Corumbá, Paulo Roberto Duarte, fficou fora da lista de vitoriosos nas últimas eleições, quando tentou uma cadeira na Assembleia Legislativa. Com 17.343 votos, ficou de primeiro suplente da chapa. O revés, porém, não é suficiente para removê-lo da política. 

Se quiser, Paulo Duarte não precisa esperar uma eventual vaga para assumir o mandato na AL e seguir vivo na vida publica. Daqui a dois anos haverá a eleição municipal e ele é, até agora, o nome mais competitivo do MDB para entrar no jogo sucessório corumbaense. Pode tornar-se a grande pedra no sapato do prefeito Marcelo Iunes (PSDB). 

Eleito prefeito em 2012, Duarte tentou a reeleição em 2016. Mas foi derrotado pelo ex-prefeito Ruiter Cunha (PSDB), que morreu em novembro do ano passado. Iunes era o vice-prefeito e assumiu a prefeitura. Assim, duas derrotas seguidas abalaram o prestígio de Paulo Duarte, mas não para riscá-lo do mapa político. 

A frustração de Duarte este ano fez parte de um contexto que o enfraqueceu, quando outras cinco candidaturas à AL-MS pulverizaram as alternativas do eleitorado de Corumbá e Ladário. Só uma vingou, a do vereador Evander Vendramini (PP), que se beneficiou dos votos somados de legenda e ganhou a última vaga da sua coligação. E com isso Vendramini pode ser mais um concorrente de Iunes e Duarte em 2020.

DESAFIOS MARCADOS - Outros candidatos que tiveram respostas desfavoráveis nas urnas encontram na votação obtida ou no cenário de visibilidade adquirida durante a campanha um motivo bastante forte para tentar novos voos. A segunda suplente do PSDB, Dione Hashioka, não conquistou a vaga na AL. Mas 70% de seus 21.754 votos saíram do Vale do Ivinhema, cujo polo é Nova Andradina, onde moram Dione e o seu marido, o diretor-geral do Detran e ex-prefeito da cidade, Roberto Hashioka (PSDB).

Na família Hashioka, portanto, são duas as opções para 2020. Roberto era prefeito e não se reelegeu em 2016. Por outro lado, segundo se comenta, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) avalia a ideia de convocar até dois deputados para compor seu futuro governo e, assim, promover as duas primeiras suplentes, Mara Caseiro e Dione Hashioka. Isso aumentaria o fôlego eleitoral da política do Vale do Ivinhema.

Em Sidrolândia, as eleições de 2020 têm na agenda de opções o nome de um dos deputados que não se reelegeram: Enelvo Felini. Ele já foi prefeito e seu futuro na política agora depende de duas únicas situações: ser chamado para cobrir eventual vaga dos titulares da AL-MS (algo improvável, pois é o terceiro suplente) ou voltar ao primeiro escalão do próximo mandato de Azambuja. 

Felini era diretor-presidente da Iagro quando foi convocado para assumir a cadeira do deputado estadual Flávio Kayatt, nomeado conselheiro do Tribunal de Contas em 2016. A Iagro (Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) deu a Enelvo Felini o trampolim midiático e de articulações que abasteceram o projeto de disputar estas eleições. 

Em Dourados, se for mantida a tendência de pulverização na corrida sucessória, o petista Elias Ishy, com seus 8.920 votos, mesmo sem ficar perto de uma vaga de deputado estadual adquiriu musculatura eleitoral para chegar daqui a dois anos entre os nomes de ponta do PT. 

O partido tem dois nomes que seriam, teoricamente, os preferidos: o ex-prefeito e ex-deputado Laerte Tetila e o deputado estadual João Grandão. Ambos também vêm de fracassos eleitorais. Tetila era primeiro suplente na chapa do ex-governador Zeca do PT, que se candidatou ao Senado. E João Grandão buscou a reeleição de deputado estadual e não logrou êxito.

Em Naviraí, há quem aposte que é certa a candidatura do ex-prefeito Léo Matos em 2020. Ele concorreu à Assembleia Legislativa, figurou em todas as pesquisas entre os destaques nas intenções de voto, mas no "Dia D" seus 7.245 não lhes garantiram a vaga entre os 24 deputados estaduais. 

Da mesma forma são encarados os próximos passos políticos de Altimir Abdias Juvêncio, o Chitão (MDB), em Camapuã, e Luiz Panela (PHS), em Aparecida do Taboado. Ambos receberam votações que, se não foram estupendas, podem manter aberto o caminho para novos projetos eleitorais. Um e outro têm experiência e já são bastante conhecidos de seus munícipes, porque exerceram mandatos de vereador e ocuparam outros espaços publicos e na política.

No caso de Chitão, o empecilho é a aliança que fez com o atual prefeito, Delano de Oliveira Huber (PSDB), de quem foi secretário municipal. É vereador até janeiro, quando termina seu mandato. Luiz Panela, por seu turno, tem longa e vitoriosa ficha na agenda política de aparecida do Taboado, onde já exerceu vários mandatos de vereador e presidiu a Câmara Municipal. 

 

 
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