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Deputada Tereza Nelma (PSDB-AL) (Reprodução/Facebook)
VEJA | 11 de julho de 2019 - 14h26

‘Privilégios permanecem’, diz única tucana que votou contra reforma

Tereza Tucana (PSDB-AL) declarou que as mudanças nas regras da aposentadoria vão contra os trabalhadores

O PSDB foi o primeiro partido a fechar questão a favor da reforma da Previdência, que foi aprovada nesta quarta-feira por 379 votos contra 131 na Câmara dos Deputados. Além do relator do texto ser o deputado tucano Samuel Moreira, o secretário especial da Previdência do governo Bolsonaro, Rogério Marinho, também é filiado à sigla. Mesmo assim, a bancada do PSDB não entregou todos os seus 29 votos a favor da emenda constitucional que altera as regras de aposentadoria. A deputada federal Tereza Nelma (AL) desconsiderou a orientação do partido e votou contra a reforma.

“Não poderia jamais trair as pessoas que mais precisam que seriam prejudicadas pelo texto que o governo enviou”, disse ela, em vídeo publicado na noite desta quarta-feira. “Lutei muito para incluir emendas que pudessem melhorar o texto, tivemos algumas conquistas, mas que não foram suficientes para acabar com os privilégios”, completou.

Não é a primeira vez que a parlamentar destoa da posição dos colegas de partido. Conhecida por suas bandeiras em defesa das mulheres e do público LGBT, ela apoiou o candidato do PT Fernando Haddad contra Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição passada – segundo ela, “em defesa da democracia e das minorias”. Professora e psicóloga, ela está em seu primeiro mandato na Câmara e foi a única mulher de Alagoas eleita para o Parlamento.

Na quarta-feira, Tereza comunicou ao presidente do PSDB, Bruno Araújo, que votaria contra a reforma. E foi alertada por ele de que poderia sofrer sanções por essa decisão, que vão de afastamento de cargos em comissões até a expulsão. O partido deve agora se reunir para decidir o que fazer. A parlamentar, por sua vez, já avisou que vai tentar alterar o texto aprovado com a apresentação dos destaques.

 
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