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REDAÇÃO | 24 de maio de 2019 - 10h24

Parque das Nações Indígenas: obras contemplam demandas ambientais, sociais e econômicas

A revitalização empregará recursos da ordem de R$ 8 milhões, dos quais R$ 5 milhões em desembolso da Prefeitura e R$ 3 milhões pelo Estado

O Parque das Nações Indígenas, um dos mais belos e aprazíveis endereços ambientais de lazer, entretenimento, estudos, captação de imagens e atividades físicas, culturais e esportivas de Campo Grande, é um dos itens obrigatórios de qualquer mapa de visitação em Campo Grande, nos altos da Avenida Afonso Pena. No entanto, este que é um dos maiores espaços urbanos do gênero em todo o mundo, concebido na década de 1990 pelas formulações visionárias do governador Pedro Pedrossian, passou a sofrer nesta década um implacável processo de deterioração.

Os freqüentadores cobraram providências e criaram um grupo que se mobilizou em defesa do lugar, sensibilizando o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o prefeito Marquinhos Trad (PSD). Em parceria, Governo e Prefeitura decidiram empreender um esforço comum de habilitação financeira para socorrer o parque. E a articulação, bem-sucedida, foi consolidada ontem (quinta-feira, 23), quando Azambuja e Marquinhos confirmaram a execução imediata de um amplo serviço de recuperação e modernização na área de 119 hectares que diariamente recebe, em média, dois mil visitantes, número que triplica nos finais de semana.

A revitalização empregará recursos da ordem de R$ 8 milhões, dos quais R$ 5 milhões em desembolso da Prefeitura e R$ 3 milhões pelo Estado. O projeto contém a previsão de reaproveitamento de areia e outros materiais que serão retirados para emprego na recomposição de outras áreas. Os lagos, castigados pelo assoreamento e que são os pontos mais afetados, serão reoxigenados com a limpeza e a retirada dos peixes. O lago maior será esvaziado sob supervisão do Instituto do Meio Ambiente (Imasul).  

Calcula-se que ao menos 140 mil metros cúbicos de areia serão removidos em 11.600 cargas de caminhões durante 90 dias. Todo esse material será despejado em uma área degradada na saída para Três Lagoas, possibilitando sua restauração. Após esvaziado, o lago será submetido a um processo científico de reenchimento com implantação de uma comporta móvel que regulará o nível da água. Com isso, funcionará como uma grande piscina, contendo 65 mil metros cúbicos de água e desempenhará importantíssimo papel no controle das enchentes que levam transtornos à região, reduzindo também a pressão no escoamento do Córrego Prosa.

“Não se trata somente de desassorear os lagos, mas de requalificar o espaço. Esta área tão importante e tão visitada vai também evitar os alagamentos. O projeto da bacia de detenção está na fase final”, enfatizou o engenheiro Rudi Fioresi, secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos. Azambuja e Marquinhos chamam a atenção para os demais cuidados do projeto e realçam o alcance de outras intervenções. De acordo com Azambuja, para 2020 foram programadas as obras complementares, “necessárias para evitar que o lago, um dos principais cartões postais de Campo Grande, volte a sofrer com assoreamento. 

O prefeito informa que será construído um piscinão com capacidade para reter 22 milhões de litros de água, na esquina das avenidas Mato Grosso e Hiroshima, perto da nascente do Córrego Reveillon. Suas águas atravessam a Mato Grosso por um tubo armado de 2,5 metros de diâmetro sob a avenida, entram no Parque das Nações e desembocam no Joaquim Português, formando os dois lagos. No menor deles, o Governo vai construir outra bacia de detenção de sedimentos (areia) que não vão mais cair no lago principal. Também estão programadas obras de controle de erosão e recomposição vegetal nas margens do Córrego Joaquim Português.

Azambuja salientou que o empenho da parceria Estado-Município leva em conta toda a representação social, ambiental, cultural, histórica e econômica do Parque das Nações Indígenas. “O investimento ganhou prioridade porque está em um projeto que vai além do socorro urgente e inadiável que é desassorear os mananciais. Mas é preciso fazer a limpeza, recompor os habitats, ajustar as estruturas naturais e de engenharia para atender as necessidades do meio ambiente e do uso humano”, afirmou.

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