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TERO QUEIROZ | 5 de setembro de 2019 - 10h57

Pareceram estar no pré-primário da segurança da comunicação, diz especialista sobre Lava Jato

Entrevista ao jornal internacional El País, especialista disse que lavajatistas confiaram que seriam protegidos pelas suas instituições

Em entrevista ao El País, o especialista em direito público, Carlos Ari Sundfeld, disse que procuradores da Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro pareciam estar “pré-primário da segurança da comunicação”, ao confiarem cegamento no aplicativo Telegram para trocas de mensagens sigilosas e até de mesmo de documentos de delações como é o caso d depoimento de Antonio Paolocci. 

Segundo Sundfeld, os procuradores da Lava Jato cometeram infrações imaginando que seriam protegidos pela instituição [Judicial e Federal]. “Fica uma certa sensação de impunidade. Evidente também o abuso no exercício da autoridade pública”. Para ele se a Lei de Abuso de Autoridade que tramita e segue para Sansão agora, já valesse época, certamente os procuradores e Moro seriam enquadrados. 

As mensagens obtidas pelo The Intercept, divulgadas pela revista e também pela Folha de S. Paulo e El País, mostram diversas conversas entre procuradores durante vários desdobramentos da Lava Jato.  O episódio de divulgação dessas mensagens é conhecido como “Vaza Jato”. As revelações expõem os bastidores e revela as manobras da maior operação contra corrupção da história do Brasil.

Até onde a confiança dos procuradores e de Sérgio Moro ia, em relação ao aplicativo. Reportagem do El País de hoje, revela que até mesmo grupo com policial internacional chegou a ser criado. Na ocasião, o policial era o norueguês Randi Bang, que na época ficou surpreso com a postura dos investigadores brasileiros. Ele era a ponte entre a Lava Jato e investigação de pagamentos de propinas em contratos com a Petrobras por meio da empresa Sevan Drilling, especializada em exploração de petróleo em alto-mar, isso no ano de 2015.

Bang chegou a questionar através de conversas no aplicativo, sobre o que poderia ser conversado por lá. Imediatamente os procuradores reagiram afirmando ser muito seguro o aplicativo Telegram, pois usava “tecnologia de conversa criptografada”, explicou o procurador Orlando Martello.

Fonte: El País. 

 
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