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Redação | 14 de março de 2019 - 16h51

Controle do Podemos é oficializado e Rose tem Plano B para 2020

Para fortalecer sua base político-partidária e otimizar a conquista de aliados para enfrentar o prefeito Marquinhos Trad (PSD) em 2020, a deputada federal Rose Modesto (PSDB) decidiu de vez potencializar sua autonomia dentro do ninho tucano. Ela mesma, por conta e risco próprios, está conduzindo as articulações do projeto sucessório, ainda que não tenha feito prévia combinação com o governador Reinaldo Azambuja ou ao menos dado ciência a ele sobre suas movimentações.

Embora tenha reiterado recentemente que não deixa o PSDB e que é disciplinada sob a liderança de Azambuja, a deputada federal mais votada de Mato Grosso do Sul acaba de arrematar um dos primeiros arranjos partidários que montou e, em princípio, equivale a um desafio ao governador. Trata-se da renovação do Podemos, partido que caiu nas mãos de Rose Modesto por obra e graça da presidenta nacional da legenda, a deputada Renata Abreu, amiga e colega de bancada de Rose na Câmara.

Inicialmente o Podemos seria reorganizado no Estado com forças cooptadas de outros partidos. Um dos cotados estava no PDT e chegou a iniciar conversas com deputada Renata , mas essa articulação deu em nada porque, com apoio de Renata, a deputada sulmatogrossense optou por alojar na legenda alguns de seus aliados mais influentes. Um deles é o engenheiro e empresário Sérgio Murilo Mota Nascimento, coordenador de sua campanha em 2016. Homem de absoluta confiança de Rose, ele foi o ungido para comandar o  Podemos-MS e já está oficial e juridicamente investido do cargo.

Com esse braço partidário à dua disposição, Rose Modesto alimenta sua autonomia e acende a própria luz para livrar-se do que vinha considerando dependência do centrismo dirigente do PSDB. Escancara as portas para sua candidatura e bate de frente com o compromisso que hoje é mantido pelo governador, de adubar o terreno para a campanha de Marquinhos Trad pela reeleição. Na contramão desse direcionamento, Rose entende ser seu papel o de traduzir a expectativa e o desejo da militância de conquistar a prefeitura mais importante de Mato Grosso do Sul.

Outras presenças masculinas e femininas ligadas a Rose povoam a sigla e garantem _a deputada o controle de suas decisões em terras guaicurus, com respaldo da direção nacional. Já inscritos regularmente na Justiça Eleitoral e em pleno gozo de suas atribuições partidárias, os membros da nova Executiva do Podemos são: o presidente, Sérgio Murilo; vice, Cláudia Alves Sertão; 1º vice, Mércolis Alexandre Fernandes; a secretária, Maria José Martins Maldonado; secretário-geral Rosane Maciel de Oliveira; secretário-geral-adjunto, Emerson Aparecido faria. tesoureiro, Gilvan Paes da Silva; vogal, Daniela Cilião.; e 1º vogal, Ênio Martins Murad.

Se for necessário, portanto, deixar o PSDB e buscar em outro partido a ambientação política e orgânica para disputar a Prefeitura, Rose Modesto já dispõe do seu “Plano B”. É verdade que um rompimento dessa natureza implica impactos significativos e até traumáticos, tendo em vista o longo período de convivência com o tucanato, as oportunidades que teve com a legenda e os laços afetivos que costurou durante anos, inclusive na companhia do irmão, o deputado estadual Rinaldo Modesto. No PSDB, foi vereadora campo-grandense em dois mandatos e vice-governadora, beliscou a sensação de ficar perto da cadeira de prefeita e conquistou um lugar na Câmara dos Deputados como campeã das urnas em seu Estado.

Resta saber como a parlamentar será tratada de agora em diante pelos correligionários e líderesc om quem caminha há tempos.

 

 
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