Movimentação em frente à Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro (RJ), durante a Operação Lume, deflagrada na manhã desta terça-feira (12). Foram presos o policial militar reformado Ronnie Lessa, 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz,
AGÊNCIA BRASIL | 12 de março de 2019 - 07h58

Com Queiroz de motorista, ex-PMs são presos suspeitos de executar Marielle

Ambos os suspeitos são PMs, um deles teria sido expulso do comando ao qual prestava serviços

Os dois homens presos na manhã desta terça-feira (12), suspeitos de executar a vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes prestam depoimento neste momento na Delegacia de Homicídios da capital (DH). O PM aposentado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz foram presos na madrugada de hoje depois de terem sido denunciados à Justiça. Os 34 mandados de busca e apreensão nos endereços dos acusados estão sendo concluídos.

Ronnie Lessa foi apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como o autor dos 13 disparos que atingiram o carro onde estava a vereadora Marielle. Já Élcio Queiroz teria atuado como motorista do veículo onde estava Ronnie.

Carro onde estava Marielle no dia do crime . Foto: Ricardo Moraes/Reuters

A execução ocorreu na noite de 14 de março de 2018, quando o carro onde estavam Marielle, Anderson e uma assessora da parlamentar, que sobreviveu ao atentado, parou em um sinal no cruzamento das ruas Joaquim Palhares, Estácio de Sá e João Paulo I.

Às 11h, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, o secretário da Polícia Civil, Marcus Vinícius Braga, e os delegados responsáveis pelo caso darão detalhes à imprensa, no Palácio Guanabara.

PERFIL

Ronnie Lessa foi aposentado depois de um atentado a bomba contra ele, que resultou na amputação de uma de suas pernas e que teria sido provocado por uma briga entre facções criminosas.

Já Élcio Queiroz foi expulso da corporação. Ele chegou a ser preso em 2011 na Operação Guilhotina, da Polícia Federal, que apurou o envolvimento de policiais militares com traficantes de drogas e com grupos milicianos. Na época, Queiroz era lotado no Batalhão de Olaria (16º BPM).

 
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