Correio do Estado | 5 de janeiro de 2018 - 07h49

Acusado pela morte de Mayara pede tratamento psiquiátrico

Defesa alega que preso está "fora de juízo"

A defesa entrou com um pedido de tratamento psiquiátrico para Roberson Batista da Silva, 33 anos, acusado de matar a jovem Mayara Fontoura Holsback, 18 anos. O crime foi no dia 15 de setembro do ano passado.

Em petição feita à Justiça no dia 27 de novembro, o advogado Hilton Hasimoto defende que o cliente seja encaminhamento a um hospital adequado para tratamento psiquiátrico, com urgência, para que realize exames e receba prescrição de medicamentos necessários ao tratamento.

Para sustentar o pedido, o advogado defende que Roberson tem tido alucinações e está "fora de juízo", falando frases sem nexo como: "doutor, os policiais sequestraram todos os meus familiares, é um golpe, doutor, se o senhor não chegasse aqui hoje antes das 10h30, eles iriam me matar lá no forte, doutor.’’

No dia 30 de novembro, o juiz Marcelo Ivo de OLiveira, da 1ª Vara de Execução Penal, aceitou ao pedido e solicitou que a direção do Instituto Penal de Campo Grande, onde Roberson está preso, tome as devidas providências. Ele irá passar por um consulta no hospital, para saber quais medicamentos deve tomar.

CRIME

Roberson é acusado de ter matado Mayara a golpes de tesourada no bairro Universitário, em Campo Grande, no dia 15 de setembro. Ele ficou foragido durante quase três meses, até que em  6 de novembro se apresentou à polícia.

Conforme boletim de ocorrência, a jovem foi encontrada nua sobre a cama com parte do corpo coberto com edredom. Havia sangue no colchão, nas cobertas e algumas manchas no banheiro (no interruptor e na parede). A tesoura, usada no crime, foi localizada coberta de sangue ao lado do corpo, que já estava em rigidez cadavérica.

À polícia, uma testemunha contou que a jovem falava pouco do marido, mas que já havia comentado que Roberson era assaltante de banco e estava preso por ter matado uma pessoa por causa de uma dívida de R$ 400 mil.

A jovem também teria comentado que o marido era possessivo e ciumento. Ela o visitava na cadeia e tinha uma tatuagem com o nome dele no braço.

PERDÃO DE PENA

Roberson tem várias passagens pela polícia e teria matado Mayara um dia após receber o perdão de sua pena. Ele estava preso há três anos, 10 meses e 27 dias por tentar matar a ex-companheira em 2011. 

Na época, a jovem tinha 25 anos, e ele atirou contra ela num posto de combustíveis, depois dela se recusar a conversar com ele. A moça foi atingida no pescoço, mas acabou socorrida e passa bem.

Por apresentar “bom comportamento” nos últimos 12 meses, sem que houvesse registros de "falta grave", o acusado acabou solto e ganhou o perdão da pena por meio do indulto, que é uma forma de extinguir o cumprimento de uma condenação imposta ao sentenciado. A decisão foi do juiz da 1ª Vara de Execução Penal, Caio Márcio de Britto.

 
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