Desde sexta, a Oxfam é alvo de acusações de acobertar denúncias de escândalos sexuais
Tero Queiroz | 14 de fevereiro de 2018 - 09h06

Uma das maiores ONGs do mundo é suspeita de acorbertar escândalo sexual

'Uma das mais importantes instituições de caridade do mundo'

Acusada de acobertar escândalos sexuais envolvendo seus próprios funcionários, a organização não governamental britânica Oxfam, uma das mais importantes instituições de caridade do mundo, tem sua reputação colocada em xeque e corre o risco de perder verbas.

Na segunda-feira (12), o órgão regulador de ONGs no Reino Unido anunciou que iria abrir uma investigação para analisar como a Oxfam lidou um escândalo sexual ocorrido em 2011 no Haiti. O órgão disse ainda, em comunicado publicado online, acreditar que a Oxfam não prestou todas as informações que deveria.

No mesmo dia, uma ex-chefe da entidade revelou ao canal de televisão britânico Channel 4 que há indícios de que adolescentes voluntárias foram abusadas no Reino Unido e que funcionários trocaram ajuda humanitária por sexo no exterior.

Segundo afirmou Helen Evans, que foi chefe do departamento de prevenção de danos da Oxfam entre 2012 e 2015, em alguns países (não especificados por ela), 1 em 10 dos funcionários foi assediado sexualmente ou testemunhou abusos envolvendo colegas.

As acusações contra a ONG estão nas manchetes de todos os jornais britânicos desta terça. Mas o escândalo envolvendo a Oxfam começou a vir à tona na semana passada.

O jornal britânico The Times foi o primeiro a revelar, na sexta, que alguns dirigentes e funcionários da instituição contrataram prostitutas e organizaram orgias em instalações financiadas pela Oxfam no Haiti, durante a missão humanitária depois do terremoto que destruiu o país em 2010.

Segundo a publicação, a Oxfam tinha conhecimento de “preocupações internas” relacionadas a Roland van Hauwermeiren, diretor da ONG no Haiti, e a outro homem quando estes ainda trabalhavam no Chade, antes de assumirem postos sêniores no país caribenho.

À época, a Oxfam divulgou apenas que sérios desvios tinham sido identificados no Haiti, mas não revelou detalhes do caso.

 
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