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VEJA | 11 de julho de 2019 - 15h05

Trump se reúne com influenciadores para denunciar redes sociais

Facebook, Google e Twitter, a plataforma preferida do presidente americano, não foram convidados

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, organiza um encontro influenciadores digitais conservadores nesta quinta-feira, 11, na Casa Branca. Para o evento não foram convidados os representantes do Facebook, do Google e nem mesmo do Twitter, a principal ferramenta de comunicação direta do líder americano. Trump quer denunciar um suposto viés anti-conservador nas redes sociais e aliciar os influenciadores, que terão muito trabalho na sua campanha de reeleição em 2020.

Poucos detalhes do encontro foram divulgados pela Casa Branca. Mas Trump valeu-se do não convidado Twitter para elencar os temas a serem abordados: “A tremenda desonestidade, parcialidade, discriminação praticada por algumas empresas”. Ou seja, do Facebook, Twitter ou Google e outros.

Na mesma sequência de mensagens, o presidente americano exaltou as redes sociais ao alegar que elas se tornaram “mais importantes e poderosas” do que a imprensa. Para Trump, a “fake news media”, como ele chama os veículos de imprensa tradicionais, “perdeu tremendamente sua credibilidade” e pode ir à falência nos próximos anos caso não apoie seu projeto de poder.

Além de criadores de memes aliados às ideias de Trump, foram convidadas organizações como a TurningPoint USA, que alega que as universidades americanas são centros de “propaganda esquerdista”, e o Project Vitas.

O Project Vitas diz ter conseguido se infiltrar nas gigantes do Vale do Silício e tenta demonstrar que as empresas são enviesadas pela esquerda. Sua fama está mais associada, entretanto, a suas tentativas de emplacar notícias falsas em jornais tradicionais para destruir a credibilidade da imprensa.

Para Daniel Castro, vice-presidente da Information Technology and Innovation Foundation (ITIF), o risco da “reunião” está na possibilidade de gerar uma camada de “legitimidade” a “personalidades excêntricas”.

O encontro acontece em um momento delicado para os gigantes americanos de tecnologia, acusados de censura pelos setores conservadores e de não fazer o suficiente para erradicar de suas plataformas os conteúdos com mensagens de ódio.

(Com AFP)

 
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