O contador Rosenildo França
Redação | 11 de dezembro de 2018 - 10h49

Em Dourados, a política toma conta das manchetes policiais

O trabalho das forças-tarefa de combate à corrupção em Dourados não oferece folga aos seus integrantes. Em outra sequência da Operação Pregão – que semana passada levou para a cadeia três vereadores, um ex-vereador e dois servidores da Câmara Municipal de Dourados -, um contador e servidor da Prefeitura, Rosenildo França, e a esposa, Andrea Ebling, foram presos na manhã desta sexta-feira, 11. Os mandados foram expedidos pelo titular da 1ª Vara Criminal, Luiz Alberto de Moura Filho.

O casal está no alvo de uma invfestigação que apura fraudes em licitação e outros crimes de corrupção em curso há oito anos. O contador seria responsável pela articulação das peças que compõem o esquema, de acordo com indícios apontados desde a primeira operação, em outubro. Naquela ocasião foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e presas quatro pessoas, entre as quais o secretário municipal de Fazenda, João Fava Neto, e a vereadora Denise Portolan (PR), que continua sob custódia.

COMPETÊNCIA – Segundo douradenses e moradores da região, e que conhecem a trajetória de Rosenildo França, o contador é um técnico de grande competência profissional. Bem articulado e discreto, ele trabalhou por oito anos em Fátima do Sul, no primeiro mandato da prefeita Ilda Salgado Machado. Depois disso, e por sugestão da assessoria do prefeito e atual vice-governador eleito Murilo Zauith (DEM), foi trabalhar na Prefeitura de Dourados.

NA CÂMARA – O poder legislativo douradense sofreu novo impacto negativo na semana passada, quando os agentes policiais prenderam os vereadores Idenor Machado (PSDB), Pedro Pepa (DEM) e Pastor Cirilo Ramão (MDB); o ex-vereador Dirceu Longhi; e dois servidores da Câmara. A polícia e o Ministério Publico cumpriram ao tdo 10 mandados de prisão, busca e apreensão.

A investigação apura fraudes em processos licitatórios que há anos vêm desviando parte do orçamento publico. Curioso é que dois dos presos concorrem a cargos na Mesa Diretora: Pepa quer a presidência, ocupada hoje por Daniela Hall, enquanto Pastor Cirilo mira a segunda secretaria.

Em tr?s sessões convocadas por Daniela Hall a eleição não aconteceu. Em duas delas, os oito vereadores fiéis à prefeita Délia Razuk (PR) deixaram de ir a plenário para que não houvesse quórum. A terceira foi suspensa pela Justilça, sob o argumento de que é preciso antes a Mesa Diretora julgar um pedido para que sejam convocados os suplentes para substtuir os vereadores presos.

 

 
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