Bruno Chaves | 15 de março de 2019 - 16h39

Vereadoras de MS formam Parlamento Feminino da Fronteira para empoderar mulheres vítimas de violênci

Com apoio do Governo do Estado, vereadoras de municípios fronteiriços de Mato Grosso do Sul formaram nesta sexta-feira (15.3) o Parlamento Feminino da Fronteira para trabalhar no desenvolvimento de políticas públicas em defesa das mulheres vítimas de violência.

O principal objetivo do grupo é levar conhecimento às mulheres que vivem na divisa com o Paraguai e a Bolívia, promovendo o empoderamento, o empreendedorismo e a superação de desigualdades, explica a vereadora Anny Espínola, de Ponta Porã, que assumiu a coordenação do Parlamento Feminino.

“E como faremos isso? Envolvendo os 18 municípios fronteiriços de MS na promoção de audiências públicas, seminários e esclarecimentos. Essa união é fundamental, pois trabalhar na fronteira é muito difícil, já que o agressor passa de um país para o outro e fica impune”, avalia.

“Não podemos mais permitir que isso aconteça. Vamos trabalhar, sempre com apoio das coordenadorias de atendimento à mulher, o acolhimento e a orientação para que na primeira agressão que essa mulher sinta-se fortalecida e segura para denunciar e procurar e independência”, afirma Anny.

Vereadora Anny Espínola, de Ponta Porã, coordenará o Parlamento Feminino da Fronteira.

Formação

Formado com apoio da Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov), por meio da Subsecretaria Especial de Cidadania e da Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres, o Parlamento Feminino da Fronteira tem representatividade de 18 municípios.

São eles: Amambai, Antônio João, Aral Moreira, Bela Vista, Caracol, Coronel Sapucaia, Corumbá, Eldorado, Iguatemi, Japorã, Ladário, Laguna Carapã, Mundo Novo, Paranhos, Ponta Porã, Porto Murtinho, Sete Quedas e Tacuru.

MS referência

Políticas públicas de combate à violência contra as mulheres fronteiriças, elaboradas pelo Governo de Mato Grosso do Sul, serão replicadas em municípios do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – estados que integram o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul).

Conforme a subsecretária Especial de Cidadania, Luciana Azambuja, a medida é compromisso do Governo de MS dentro do bloco econômico. “Formamos o grupo de trabalho MS Fronteiras com o objetivo de construir políticas públicas buscando o desenvolvimento econômico e social das mulheres fronteiriças”, diz.

Nesse cenário, MS desenvolve o projeto piloto que será replicado em todas as cidades fronteiriças dos estados do Codesul. “Essas políticas públicas para superação das desigualdades e o enfrentamento à violência serão aplicadas de Corumbá ao Chuí, no extremo sul do Rio Grande do Sul”, explica.

 
Subir ao TopoVoltar
PlataformaPlataforma de Notícias DothNews