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Adriano Hany | 15 de março de 2019 - 17h18

Projeto de Lei prevê regulamentação de aparelhos que tiram ar do hidrômetro

Um problema que atormenta muitos consumidores no Brasil, é o ar existente nas tubulações de água residenciais e comerciais. O problema pode causar medições desnecessárias, aumentando assim, os valores pagos nas contas sobre o serviço prestados pelas concessionárias.

Para evitar esse problema, um Projeto de Lei pretende regulamentar a instalação de aparelhos eliminadores de ar na tubulação dos imóveis em Campo Grande (MS). O PL é de autoria do vereador Odilon de Oliveira (PDT).

De acordo com o texto, o projeto tem como objetivo garantir ao consumidor o direito de instalar equipamento eliminador de ar na tubulação do sistema de abastecimento de água residencial ou comercial.

“Os redutores de ar são dispositivos que se destinam a eliminar o ar existente em tubulações do sistema de abastecimento de água. Os mesmos devem ser colocados antes dos hidrômetros e têm como objetivo impedir que o ar seja calculado na conta mensal de água do consumidor, além de preservar a vida útil dos hidrômetros que giram em alta velocidade por conta do ar expelido na tubulação”, diz o texto.

Segundo estudos, realizados por especialistas, este ar é pago como água, pode significar cerca de 40% a mais da contagem dos metros cúbicos. Em algumas regiões esse cálculo pode gerar prejuízo aos consumidores de até 80%.

“No município de Campo Grande é recorrente a necessidade de esgotamento total ou parcial da tubulação das redes de abastecimentos de água, quando desligadas por motivos operacionais. Ocorre que, quando a rede é novamente operacionalizada, por questões técnicas, é necessário a presença de pressão proveniente de ar comprimido para que a água consiga adentrar ao sistema de distribuição, fazendo com que os hidrômetros registrem o consumo, penalizando os consumidores”, afirma Lei.

A Escola Federal de Engenharia de Itajubá (MG), onde um aparelho semelhante é fabricado, garante que a sua instalação significaria uma economia de até 35% nas contas de água, ressaltando que esse percentual pode variar de uma região para outra, de acordo com a frequência de interrupções no fornecimento de água.

 
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