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Douradosnews | 14 de março de 2019 - 16h00

PF rebate Ministério Público e diz que não há transgressões de agentes

A Superintendência da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul rebateu o Ministério Público Federal que recorreu, nesta semana, ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) contra a extinção de um processo que acusa três delegados e um de Dourados por supostos crimes cometidos contra a Comunidade da Terra Indígena Dourados-Amambaipeguá I. O fato teria ocorrido no dia 14 de junho de 2016.

De acordo com o superintendente da PF, Cléo Mazzotti, foram instaurados Inquérito Policial e procedimento disciplinar, onde ocorreram diligências investigativas para apurar toda a questão. 

“Em ambas as esferas, tanto criminal, quanto disciplinar, não foram encontradas provas de condutas delitivas e transgressões disciplinares por parte dos policiais federais. Os resultados das investigações foram, inclusive, corroborados pela decisão da Justiça Federal em primeira instância, a qual não acolheu, em decisão fundamentada, a denúncia do MPF”, diz trecho da nota encaminhada ao Dourados News

Ainda de acordo com a PF, a decisão da Justiça Federal em 1º grau foi objeto de recurso, a qual será julgado no Tribunal Regional Federal da 3ª Região. 

“É ratificada a confiança em todo o exaustivo trabalho realizado pelos policiais federais encarregados das investigações criminal e administrativa e que, atuando de forma isenta, não encontraram provas de atividades ilícitas e transgressões disciplinares, em uma Instituição que é conhecida por não ter leniência com quaisquer desvios de conduta”.

O caso

Na denúncia, o Ministério Público Federal alega que os crimes tiveram início com a gravação de ligação telefônica entre um delegado da PF e um produtor rural foragido da Justiça. 

O caso aconteceu em agosto de 2016, onde o acusado pelo MPF de crimes contra indígenas, afirma que iria se entregar.

Conforme o MPF, o acusado já possuía ordem de prisão expedida pela Justiça Federal. Durante a conversa, segundo o Ministério Público, o delegado informa ao foragido que a PF não possui qualquer inquérito contra ele.

“Isso foi o MPF, não foi a gente não (...) inclusive a nossa relação com o MPF f* de vez. Agora, vocês fazendeiros tem que se unir e bater no MPF (...). Eu vou dar a fórmula para vocês conseguirem reverter. É bater na imprensa, chamar a mídia e bater neles, que eles gostam de estar bem com a população”, disse, em nota o MP. 

 
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