Agência Senado | 3 de dezembro de 2018 - 15h06

José Medeiros volta a criticar demonização de quem atua no agronegócio

O senador José Medeiros (Pode-MT) voltou a criticar em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (3) a demonização de quem atua no agronegócio do país. Na opinião do senador, essa imagem negativa do setor aqui e no exterior foi construída por pessoas que desconhecem o assunto ou por quem trabalha em órgãos governamentais, a exemplo do Ibama e da Funai.

Medeiros citou o caso dos índios Parecis, em Mato Grosso. De acordo com o senador, eles aproveitaram para plantar soja em uma área de dez mil hectares de um total de 18 milhões de hectares onde vivem. Com essa produção, conseguiram faturar R$ 25 milhões, mas o Ibama aplicou uma multa de R$ 130 milhões aos Parecis, lamentou o parlamentar, sem mencionar o motivo apontado pelos agentes públicos para a penalização.

Para José Medeiros, esse é apenas um exemplo de como, no Brasil, é possível "impedir o desenvolvimento" aplicando indevidamente a legislação existente. De acordo com o senador, é justamente essa postura que faz com que os produtores rurais sejam tratados como escravagistas e poluidores, mesmo produzindo de forma sustentável.

— Ninguém quer acabar com o Ibama. Quer acabar com esse modelo que tem aí. O que se quer é que o Ibama passe a ser uma agência pelo Brasil e não contra o Brasil, que possa ser uma agência certificadora. A produtora Ana Amélia [senadora pelo PP do Rio Grande do Sul] tem uma fazenda que é sustentável. Então, vamos dar um selo para a Ana Amélia, selo do Ibama. Vamos dar um selo pro Telmário Mota [senador pelo PTB de Roraima] porque ele produz com sustentabilidade e respeito ao meio ambiente. E a grande maioria dos fazendeiros fazem isso.

 
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