FIEMS/ Reprodução Tero Queiroz | 10 de setembro de 2018 - 10h52

Índice Geral de Desempenho Industrial registra mais um mês positivo em MS

"O IGDI reflete a percepção do empresário em relação ao desempenho apresentado pela atividade industrial"

O IGDI (Índice Geral de Desempenho Industrial) de Mato Grosso do Sul, que foi criado pelo Radar Industrial da Fiems e é calculado com base nas pesquisas de Confiança e Sondagem Industrial, voltou a registar mais um mês positivo. Em julho, o Índice alcançou 52 pontos, indicando elevação de 1,6 ponto na comparação com o mês de junho, quando o indicador já tinha avançado por conta da recomposição do nível de atividade após a paralisação dos transportes.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, essa expansão seguida é resultado do aumento da participação das empresas com produção crescente ou estável na passagem de um mês para o outro, saindo de 70,3% em junho para 79,3% em julho. “Também contribuiu para o desempenho a ampliação da utilização da capacidade instalada que passou de 70% para 72%”, detalhou.

Ele acrescenta que teve ainda um ligeiro crescimento na participação das empresas que contrataram no mês, saindo de 9,5% em junho para 9,7% em julho. “Somado a isso, dados preliminares também apontam para uma pequena melhora dos índices de confiança e intenção de investimento a partir de julho”, analisou.

Ezequiel Resende reforça que, com todos os resultados consolidados, o IGDI ficou acima dos 50 pontos. “Isso sinaliza que, na média geral, o desempenho em julho foi melhor que o do mês anterior, segundo a percepção dos empresários respondentes”, finalizou.

O Índice

O IGDI reflete a percepção do empresário em relação ao desempenho apresentado pela atividade industrial. “Na elaboração, foram selecionadas cinco variáveis - emprego, investimento, produção industrial, utilização da capacidade instalada e confiança – e todas com peso de 20% na composição do Índice”, detalhou Ezequiel Resende.

No caso do emprego na indústria, o IGDI utiliza o percentual de estabelecimentos que aumentaram o número de empregados, enquanto na parte de investimento o Índice leva em consideração a intenção de investimentos para os próximos seis meses. Já da produção é usado o percentual de indústrias com a produção estável ou crescente, da utilização da capacidade instalada se pega o percentual médio e da confiança a base é o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial). 

O IGDI Fiems contou com a avaliação, validação e auxílio técnico do professor-doutor Leandro Sauer, da Escola de Administração e Negócios e do Programa de Pós-Graduação em Administração (Mestrado e Doutorado) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (ESAN/UFMS). “O professor é matemático com atuação na utilização de métodos quantitativos em economia e tem comprovada experiência na elaboração e uso de indicadores sintéticos”, reforçou Ezequiel Resende. (Com FIEMS). 

 
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