Tero Queiroz | 16 de novembro de 2018 - 09h43

Sem Marcelo e Coutinho, Seleção Brasileira vai a campo hoje contra o Uruguai

A exemplo do que fez no compromisso anterior contra a Argentina, na Arábia Saudita, Tite preferiu não abrir o time que enfrentará o Uruguai, nesta sexta-feira (16), no Emirates Stadium, em Londres. O comandante só deixou escapar que o volante Walace será titular no lugar do lesionado Casemiro.

Essa é apenas a segunda vez que o treinador adota o mistério desde que assumiu o comando da seleção brasileira. A equipe brasileira jogará desfalcada de dois titulares: Phillipe Coutinho e Marcelo, afastados por contusões. O treinador Tite chamou para o lugar deles: Renato Augusto e Alex Sandro.

O técnico havia liberado o acesso da imprensa apenas ao aquecimento nos treinos de quarta (14) e quinta (15), quando contou com o grupo completo, e evitou dar qualquer pista sobre a escalação ao longo dos últimos dias.

"Casemiro não vai (jogar), está machucado, então, o Walace vai jogar, pois é um jogador da função e foi convocado para isso", afirmou.

O técnico Tite pôde finalmente trabalhar com todos os jogadores, entre eles, o atacante Richarlison e o meia Arthur.

Visto pela imprensa como um jogador com uma qualidade excepcional na distribuição de bolas, Arthur, que joga atualmente no Barcelona, disse que essa qualidade é consequência do trabalho dos técnicos pelos quais passou.

“Tive vários treinadores importantes na base e sou grato ao Grêmio pela minha formação, mas esse estilo é minha maneira de enxergar o futebol. Veio comigo desde sempre, e fico feliz por estar dando resultado e por chegar a um dos maiores clubes do mundo e à seleção brasileira, que é o sonho de toda criança”.

"O radicalismo me incomoda"

No fim da entrevista, Tite foi perguntado sobre o ambiente interno da seleção e como são abordados, por exemplo, assuntos mais controversos como a situação política do país. A exemplo do que havia feito em outra ocasião, o comandante gaúcho preferiu não divulgar o seu posicionamento, mas disse que é natural que existam discussões a respeito dentro da delegação.

"É claro que existem (diferenças), são humanas. Não somos alienados, podemos até querer manifestar, mas não devemos por respeito às situações. Tenho que falar em relação ao futebol. Nós temos opiniões políticas", afirmou.

Indagado se elas divergem com a dos demais membros, ele não negou.

"(É natural que sim) Como humanos, até mesmo na família, mas sem radicalismo. O radicalismo me incomoda. É isso que não pode acontecer, fazer de conta que ouve e não ouve, é pior. É uma questão difícil", completou.

O auxiliar Cleber Xavier estava sentado ao seu lado e definiu a postura da equipe. "Dentro do hotel, num café, em determinados momentos, as conversas acontecem. Somos humanos, mas externamos apenas internamente", finalizou, arrancando risadas. Com informações da Folhapress.

 
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