Giuliana Saringer, do R7/ Reproduzido por Tero Queiroz | 30 de outubro de 2018 - 09h45

Desemprego recua, mas ainda atinge 12,5 milhões de brasileiros, diz IBGE

Informalidade ainda é um problema no Brasil

O desemprego atingiu 12,5 milhões de pessoas no trimestre encerrado em setembro deste ano. Os dados são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada na manhã desta terça-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado para o período foi puxado pela informalidade. Embora o número de desocupados seja alto, a taxa ficou em 11,9% frente aos 12,4% do trimestre anterior. O percentual significa que houve queda de 474 mil no número de desempregados. 

No mesmo período de 2017, a taxa de desocupados também era de 12,4%. 

O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, afirma que informalidade ainda é um problema no Brasil. 

“Podemos destacar a queda na desocupação, de 12,4% no trimestre de abril a junho para 11,9%, de julho a setembro. Tem uma retirada de pessoas da fila da desocupação, uma queda de quase meio milhão de pessoas. O problema maior desse avanço é que isso se deu em emprego sem carteira e por conta própria. É um resultado favorável, mas voltado para informalidade e aumento da subocupação."

A taxa de pessoas ocupadas aumentou em 1,5%, ou seja, houve aumento de 1,3 milhão de trabalhadores no mercado. O total da população ocupada no período é de 92,6 milhões de brasileiros. 

O salário médio dos trabalhadores ficou em R$ 2.222, valor que permanece estável em comparação com o trimestre anterior e com o mesmo período de 2017. 

 
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